Musical Mondays: Meu Amor de Longe by Raquel Tavares

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I’ve been so obsessed with this song! It took me a long time to find it, but since I did, I can’t stop listening to it. It is a portuguese song, an upbeat kind of Fado, but I love it.

No Largo da Graça já nasceu o dia
Ouço um passarinho, vou roubar-lhe a melodia
Meu amor de longe ligou
Abençoada alegria 

Junto ao miradouro, pombos e estrangeiros
Vão a cirandar como fazem o dia inteiro
Meu amor de longe já vem
Pôs carta no correio

Barcos e gaivotas do Tejo
Vejam o que eu vejo, é o sol que vai brilhar
Meu amor de longe está
Prestes a chegar

Talhado para mim
Mal o conheci, eu achei-o desse modo
Logo pude perceber o fado que ia ter
Por ver nele o fado todo
Chega de tragédias e desgraças
Tudo a tempo passa, não há nada a perder
Meu amor de longe voltou
Só para me ver

Fiz um rol de planos para recebê-lo
Fui pintar as unhas, pôr tranças no cabelo
Meu amor de longe há-de vir
Beijar-me no castelo

Eu a procurá-lo, ele a vir afoito
Carro dos Prazeres, número 28
Meu amor de longe saltou
Iluminou a noite

Vamos celebrar ao Bairro Alto
Madrugada, baile no Cais do Sodré
Meu amor de longe sabe bem
Como é que é

Talhado para mim
Mal o conheci, eu achei-o desse modo
Logo pude perceber o fado que ia ter
Por ver nele o fado todo
Chega de tragédias e desgraças
Tudo a tempo passa, não há nada a perder
Meu amor de longe voltou
Só para me ver

Musical Mondays: Chuva no Mar by Carminho feat. Marisa Monte

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I’m bringing you yet another portuguese song, actually, this one is a collaboration between Carminho, a portuguese Fado singer (or fadista) and Marisa Monte, a brazilian singer.

Coisas transformam-se em mim
É como chuva no mar
Se desmancha assim em
Ondas a me atravessar
Um corpo sopro no ar
Com um nome pra chamar
É só alguém batizar
Nome pra chamar de
Nuvem, vidraça, varal
Asa, desejo, quintal
O horizonte lá longe
Tudo o que o olho alcançar
E o que ninguém escutar
Te invade sem parar
Te transforma sem ninguém notar
Frases, vozes, cores
Ondas, frequências, sinais
O mundo é grande demais
Coisas transformam-se em mim
Por todo o mundo é assim

Coisas transformam-se em mim
É como chuva no mar
Se desmancha assim em
Ondas a me atravessar
Um corpo sopro no ar
Com um nome pra chamar
É só alguém batizar
Nome pra chamar de
Nuvem, vidraça, varal
Asa, desejo, quintal
O horizonte lá longe
Tudo o que o olho alcançar
E o que ninguém escutar
Te invade sem parar
Te transforma sem ninguém notar
Frases, vozes, cores
Ondas, frequências, sinais
O mundo é grande demais
Coisas transformam-se em mim
Por todo o mundo é assim

Musical Mondays: Chuva by Mariza

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I’m kind of liking this Musical Mondays thing. And I’m liking to use it to showcase some unknown music to most of you, such as portuguese music. 😀

Today I’m showing guys a type of music that I usually don’t like one bit: FADO! Do you know what it is? Well, it’s the most typical form of portuguese music, and a genre that ONLY exists in Portugal. I usually don’t like it, and for sure I don’t like the artist that I’m featuring today, Mariza. She’s probably the best known fadista since Amália Rodrigues, and has a huge success across the world. As I said, I’m not a huge fan, but she does have a couple of songs that I really love, and one of them is this one: Chuva.

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai… meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

Here is the english translation 😉 :

The ordinary things in life
don’t bring us nostalgia
Only the memories that hurt
Or make us smile do

There are people that remain in our story
in the story of our life
and others whose the name
we barely care to listen to again

There are emotions that give life
to the longing that I bring with me
Emotions that I had by your side
and I lost a little ago

There are days that leave traces in our souls
and in our lives
and the day you left me,
I can not forget

The rain wet my
cold and tired face
And all the streets in that city,
I had already passed by

Ah … my crying of lost girl
shouted to the city that
the fire of love in the rain
just now died

The rain listened to my secret
and shared it with the city
And now, rain taps on my windows
bringing the longing back

Ana Moura: Desfado

Fado is a music genre typical of Portugal, a lot of people like it… I was never one of those people… actually, if I’m being totally honest, there is not a handfull of Fados that I can actually stand. However, I’m totally obsessed with this new music, Desfado, by Ana Moura (and if you’re wondering, yes, it is totally a fado).

Quer o destino que eu não creia no destino
E o meu fado é nem ter fado nenhum
Cantá-lo bem sem sequer o ter sentido
Senti-lo como ninguém, mas não ter sentido algum

Ai que tristeza, esta minha alegria
Ai que alegria, esta tão grande tristeza
Esperar que um dia eu não espere mais um dia
Por aquele que nunca vem e que aqui esteve presente

Ai que saudade
Que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém
Que aqui está e não existe
Sentir-me triste
Só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem
Só por eu andar tão triste

Ai se eu pudesse não cantar “ai se eu pudesse”
E lamentasse não ter mais nenhum lamento
Talvez ouvisse no silêncio que fizesse
Uma voz que fosse minha cantar alguém cá dentro

Ai que desgraça esta sorte que me assiste
Ai mas que sorte eu viver tão desgraçada
Na incerteza que nada mais certo existe
Além da grande certeza de não estar certa de nada

Ai que saudade
Que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém
Que aqui está e não existe
Sentir-me triste
Só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem
Só por eu andar tão triste

Ai que saudade
Que eu tenho de ter saudade
Saudades de ter alguém
Que aqui está e não existe
Sentir-me triste
Só por me sentir tão bem
E alegre sentir-me bem
Só por eu andar tão triste

Rádio Comercial – “Parabéns Carlos do Carmo”

Today, portuguese fado singer Carlos do Carmo received the first ever Grammy to this country, a Latin Grammy Lifetime Achievement Award for his 50 plus years of singing career. Fado is a musical style typical of Portugal and you won’t find it anywhere else. To celebrate his achievement, Rádio Comercial (nº1 in Portugal), recorded one of his most famous songs with 35 different artists singing it to give a huge congratulations to Carlos do Carmo.

35 artists, as many as the phrases on the poem, and from various musical backgrounds, sing “Lisboa Menina e Moça”, a poem from José Carlos Ary dos Santos, Joaquim Pessoa and Fernando Tordo, with music from Paulo de Carvalho, extensively associated with the image of Lisbon and Carlos do Carmo career.

Check it out, it’s a gorgeous song and a very nice tribute.